Os mais atentos estão a perguntar-se “Então mas ela anunciou que iria tornar-se ovo-lacto-vegetariana e agora apresenta uma receita de ostras?!”. Pois fiquem a saber que ainda estão para sair algumas receitas que fotografámos, mas ainda não vos tínhamos mostrado. A par disso, eu (Ele) relembro que vou continuar a comer de forma omnívora, por isso estas publicações não cessarão.
       Esta receita surgiu quando estávamos a tratar das compras do mês e nos deparámos com uma bela promoção nas ostras. “Ostras, que nome sonante”, pensámos. Não hesitámos em trazer para experimentar. A senhora da peixaria do supermercado onde as comprámos questionou-nos como as faríamos, pois não saberia como o fazer e tinha curiosidade. Respondemos a rir que também não fazíamos a menor ideia, mas que a magnífica internet nos ia ajudar. Lemos várias receitas, mas esta foi a que mais se destacou e nem ponderámos muito em escolhê-la, de entre as restantes.

       As ostras são considerados com mais requinte e ideias para a sua preparação culinária não faltam. Mas aquela que é considerada a primordial e a melhor forma de as cozinhar é, na verdade, comendo-as cruas. É abrir as ostras pela parte mais plana, junto à aresta da união de ambas as partes da ostra. É perfurar essa parte com uma faca, com muito cuidado. Deve-se fazer este processo com um pano grosso enrolado, para que a faca não nos venha cortar a mão. Nada melhor do que ver em vídeo o que pretendemos descrever, podem fazê-lo aqui. Deixamos desde já a explicação de que não usámos nenhuma faca própria para o efeito, mas uma perfeitamente normal de cozinha. A tarefa foi bastante simples. Depois disso, basta adicionar sumo de limão et voilá! É servir e deliciar o molusco.

       Acompanhado pelo Lambrusco Fiorno D’Oro, comprado no Aldi, uma bebida fresca que é como que um espumante, mas muito melhor… é lambrusco! A refeição tinha todo o requinte, tinha todo o seu quê de romantismo. Adicionámos uma simples salada e achámos que tinha uma aparência perfeita. Achámos e continuamos a achar… O que acham vocês?
       Como vêem nós comemos todas. São muito bonitas. Quanto ao seu sabor… Esse já achámos mais questionável. Não que seja particularmente mau. Não foi isso que achámos. O facto é que nos fez mesmo muita confusão estarmos a comer um animal cru. Ainda que molusco, trata-se de um animal, que estamos a ingerir a cru! Não se sente nada de muito diferente do que quando comemos outro tipo de alimentos do género, mas é a mente que nos prega a partida… Fez-nos alguma (muita!) confusão. Gostámos da ideia, e achámos uma alimentação engraçada, mas não será para voltar a repetir por este motivo. Gostámos porque estávamos a apreciar a beleza das ostras e do prato. Para dizer a verdade gostamos de ver as fotografias, mas não, não vamos repetir. Bom, eu (Ela) não repetiria mesmo porque optei por um novo modo alimentício, mas eu (Ele) também não planeio repetir. Uma coisa é ser omnívoro, outra é ser um assassino logo a comer… Não. Não dá para mim!
Vocês gostam de ostras?