Diz-se por aí que há sempre um elemento do casal que toma as decisões. Lemos algures pelas redes sociais, onde há inclusive jogos para se saber se somos nós (enquanto eu individual) que comanda a relação ou se é o/a parceiro/a. Achamos curioso… Mas nós sabemos bem, sem precisar de ajudas do exterior, quem é que veste as calças cá em casa!
Afinal quem é que veste as calças cá em casa?

“Afinal, quem é que veste as calças cá em casa?”

       Nós preferimos quando nenhum de nós as tem vestidas, mas temos consciência de quem, usando a analogia para referir quem toma as rédeas da casa, quem manda a gestão pela casa. Sabemos perfeitamente que vestimos os dois as calças e que também as despimos os dois, não quando é preciso, mas sempre, em qualquer ocasião que assim nos faça sentido. Para nós este tipo de insinuações não é algo meramente retrogrado, preconceituoso, discriminatório. É também tudo isto, mas a cima de tudo é um processo que traz infelicidade a ambos, porque realmente o melhor de uma vida em casal é viver-se efectivamente a vida a dois. Isso é o melhor da vida em comum. É o melhor da vida animal… Tal como gostamos de referir com frequência, após termos aprendido a mensagem no filme Into the Wild (2007)A felicidade só é real quando partilhada“.
Afinal quem é que veste as calças cá em casa?       A vida em casal não deve ser vista com o mesmo olhar da vista laboral, onde há um que manda, o outro que obedece; um que paga e outro que recebe. A vida em casal deve ser vivida a dois, decidida a dois, com momentos bons e outros menos bons, bem como devemos ser um par em todos os afazeres que atal acarreta.
       Os dois trabalhamos, pagamos a meias as contas, portanto há autoridade em ambos como seres individuais, ao invés de um ter autoridade sob o outro. Não é como ter/ ser pai/mãe, filho/a. É ter a união de duas pessoas a formar um casal.
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