Digam-me se estiver enganada, mas eu acho que as revistas femininas são uma completa anedota. Criticam tudo o que também eles fazem apologia. Contradizem-se. Escrevem, escrevem, escrevem e acabam por não dizer nada em concreto, por não passar uma mensagem real e verdadeira. Já para não falar que metade são patrocínios pagos que não trazem teor nenhum de interesse. Ainda dizem que os blogues estão a ficar ultrapassados… Pois eu prefiro muito mais seguir um blogue que uma revista. Há mil à escolha. Já as revistas… Bom, digam a vossa verdade se no final descobrirem que estou errada.
       Pensem em qualquer uma revista feminina que tenham lido. A capa era uma modelo dita perfeita, com o suposto peso considerado certo, mesmo naquelas revistas que falam da aceitação do peso e dos modelos XL. Tentam moldar a nossa opinião para aceitarmos o nosso corpo como o temos, porque todas as mulheres, em todos os formatos são sexy’s. Concordo. Mas então porque é que a seguir têm artigos de como emagrecer em 10 passos? Ah! Isto já não falando das receitas no final da revista que serão tudo menos saudáveis. Pelo meio ainda temos direito a publicidade a produtos de emagrecimento, mas atenção que é tudo pela aceitação do corpo, pois todos os corpos têm a sua beleza. Vamos lá ser coerentes!
       Se pensam que só escrevo este artigo por achar que deviam fazer apologia às gordas como belas, então estão errados. As gordas não precisam que façam apologia à sua beleza. Nem as magras, nem as ruivas, nem as morenas ou as loiras. Todos temos a nossa beleza. E não é só neste aspecto que as revistas femininas se contradizem…
       Então e aqueles casos em que se faz apologia a aceitarmos a vida dos outros, a vivermos a nossa própria… Só que depois têm outras 20 páginas a dizer mal, por vezes com base em informações falsas, da vida dos famosos. Não contam? Por favor, deixem de alimentar o mau jornalismo, até porque há muito bom material de leitura por aí…