Esta publicação é para todos os jovens que pretendem sair de casa dos pais. Jovens e não só, até porque hoje em dia, em tempos de crise, cada vez se sai mais tarde do apoio familiar para ter uma casa própria. Antes demais é importante ter em mente que os gastos vão ser muitos e que acabarão por surgir imprevistos… Mas falamos de tudo de forma detalhada ao longo desta publicação.
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       Em primeiro lugar sentimos necessidade de chamar a atenção para algo mesmo muito importante: Nesta altura é facto assente que todos vão ter uma opinião a dar sobre o assunto. Todos vão tentar “obrigar” ou pressionar de forma consciente ou inconscientemente para que fiquem em casa dos pais ou para que se mudem para uma casa própria. Mas não é porque todos os amigos do liceu já estão casados e com filhos que se devem sentir pressionados/as a fazer o mesmo. A [tua] vossa vida só a vocês [a ti] diz respeito, e só vocês podem responder às vossas perguntas e saber as vossas preferências. Por mais que todos tenhamos uma opinião sobre a vida das estrelas de cinema, são elas próprias que pagam as suas contas, por isso só elas é que podem decidir a sua vida. Nós lamentamos, mas infelizmente não vamos poder pagar as contas para poder opinar. E a questão é mesmo essa: Não deixem que tomem decisões por vocês sobre as vossas vidas!
 
1. Quanto custa morar sozinho/a?
       Esta é a primeira pergunta que temos de nos fazer e a resposta à mesma é essencial para a tomada de decisão final, pois só assim vamos poder perceber se vamos ou não conseguir sustentar-nos autonomamente para pudermos então ir morar sozinhos.
       Ninguém pode. melhor do que vocês mesmos. fazer a lista dos vossos gastos, pois cada um tem o seu próprio estilo de vida e todos temos possibilidade. ou não, de alcançar determinados padrões, por isso nós damos-vos a lista do básico, ao que devem acrescentar o que for essencial para vocês. Cá vai então o que para nós são os gastos básicos para quem vai viver sozinho, para que possam saber uma estimativa dos primeiros gastos com as contas essenciais a ter em mente:
  • Renda da casa;
  • Condomínio (se aplicável);
  • Água;
  • Electricidade;
  • Gás;
  • Seguro do carro;
  • Internet;
  • Televisão;
  • Telemóvel e/ou telefone;
  • Gasolina/ passe para transportes públicos;
  • Supermercado.

 

       Estas são as despesas básicas de quem pretende ir morar sozinho/a. Estas contas, em princípio, salvo excepções, são as contas essenciais para sobrevivência com que podes contar todos os meses (salvo o seguro do carro, mas que também é uma preocupação para quem o tem). A partir desta lista podes ter uma pequena estimativa do que é considerado essencial, mas claro que não é aplicável a todos ter carro, por exemplo, pelo que devem adaptar ao vosso caso em particular. O que não se podem esquecer é de acrescentar o que falta no caso de terem outros gastos, como por exemplo possíveis prestações do carro, da casa ou de um empréstimo ao banco para móveis e electrodomésticos. Apontem tudo o que forem gastos com que tenham que se preocupar!
       O objectivo é que apontem todos os vossos gastos necessários e procurem fazer uma estimativa de preço em cada ponto. Podem procurar imobiliárias físicas ou recorrer às formas virtuais para arrendamentos de casas já mobiladas; pesquisar os melhores pacotes de tv+internet+telemóvel; etc. Procurem todas as hipóteses de cada item da vossa lista para que possam, através de pesquisa, saber quais são as opções mais em conta. É importante somente que, na dúvida, coloquem o valor numa estimativa de erro superior ao que é o real gasto. Assim, no final sobra-vos dinheiro ao invés de faltar. Peçam ajuda aí em casa para fazerem as contas relativas aos gastos comuns de uma casa. Obterem essa informação não é nada difícil.
       Posto isto, terão o custo final do que irá custar morarem sozinhos. Agora já vão poder saber se com o vosso salário poderão sustentar-vos ou não, que é o primeiro passo essencial à tomada de decisão. Sem este passo, nada feito, como sabem. Podem é procurar soluções para arranjar mais dinheiro, como por exemplo dividir uma casa e respectivos custos com amigos. Mais tarde podemos dar as nossas sugestões e dicas para o controlo financeiro aí de casa. Isso e algumas dicas de como poupar dinheiro ou como adquirir alguns dinheiros extra.

2. Como é que te podes preparar para essa decisão?
       É vulgar que as pessoas digam que, se pudessem voltar atrás no tempo, tinham juntado mais dinheiro, ou tinham viajado mais, pois teriam mais hipóteses financeiras de o fazer, etc. Nós  podemos dar-vos o nosso exemplo. Pensámos inicialmente em conversar com as nossas famílias sobre a nossa decisão e juntarmos algum enxoval e dinheiro, mas irmos o mais depressa possível morar juntos. Felizmente a nossa ideia não foi bem recebida e aconselharam-nos a juntar mais dinheiro, o que tem sido uma grande ajuda nestes primeiros tempos. É muito importante que juntem o máximo de dinheiro que conseguírem. E nisto aproveitamos para aconselhar a quem já pensou em morar sozinho/a que comece já a juntar dinheiro. Quando mais tempo tiverem para juntar, melhor serão os vossos primeiros tempos! Além de que, se forem juntando o enxoval com tempo, podem comprar coisas mais bonitas e mais baratas ao invés de comprarem à pressão sujeitando-se ao que houver, no preço que tiver que ser.
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3. Como reduzir gastos desnecessários?
       Anda meio mundo a tentar poupar dinheiro em tudo e mais alguma coisa. Nós estamos longe de ser a excepção à regra, por isso sempre que encontrarmos novas formas de poupança vamos contar-vos. Mas já todos sabemos que existem várias formas de pouparmos algum dinheiro… Já todos ouvimos o sábio conselho “comprem roupas pela qualidade e não pela quantidade, até porque depois nem vão usar tudo e assim acaba por durar mais tempo”. É bem verdade, pelo que o nosso conselho é que façam isso com tudo. Comprem os itens porque têm bom preço, durabilidade, por terem necessidade, sem se esquecerem da parte da beleza. Mas atenção: não resumam tudo à beleza, senão vão acabar por se arrepender nas compras das mobílias e electrodomésticos, principalmente. A verdade é que se escolhermos uma cama com um péssimo colchão só porque estava em promoção, mais tarde vamos ter que gastar o triplo do dinheiro quando o colchão estiver estragado e já não aguentarmos com as dores nas costas! Assim dão logo a início um pouco mais, acabando por compensar e servir de poupança na mesma. Com isto pretendemos dizer que não só desperdiçamos muitas vezes em gastos desnecessários como ainda em coisas necessárias mas mal escolhidas, por isso convém ponderarmos previamente todos os prós e contras em cada compra.
Mealheiro venda em qualquer loja Ale Hop.
4. Como lidar com emergências?
       Uma das dicas mais importantes que vos podemos dar é dizermos para estarem prontos financeiramente para situações de emergência. E quando falamos disto não estamos a falar somente de uma possível dor de dentes que vos obrigue a ir ao dentista de imediato; mas também de um chuveiro estragado, uma avaria no carro, etc. É certo que tudo pode acontecer, e é impossível estarmos preparados para tudo, mas por certo que senão estivermos preparados para nada, a coisa há-de correr pior… E podem ter a certeza que situações de emergência vão acontecer!

5. Como saber qual a melhor escolha numa compra?

       Esta é uma dica de que nos apercebemos logo de início. Gostar de imensos itens quando começamos a ver coisas para a casa é super fácil. Vamos a lojas como A Loja do Gato Preto (aqui), Espaço Casa (aqui), Ikea (aqui), Tiger (aqui), Ale-Hop (aqui) ou DeBorla (aqui) e percebemos que há uma quantidade infinita de coisas giras e parece que queremos trazer tudo. O truque é vermos primeiro toda a loja e depois pensamos no que queremos mesmo trazer. Assim só gastamos no que realmente queremos e precisamos, e o dinheiro não será mal gasto.

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       Resumindo, as nossas regras de ouro para quem está a ponderar ir viver sozinho/a é fazer um planeamento prévio dos gastos mensais, para saber se vai conseguir sustentar-se autonomamente; juntar algum dinheiro para casos de emergência; escolher de forma sábia e ponderar cada gasto; e procurar saber sempre quanto é que podemos gastar no momento, perceber se realmente faz falta e se nos satisfaz as medidas, porque, caso contrário, nem valerá a pena o gasto!
Como podem ter percebido, ao longo da publicação, a única casa que partilhamos ao momento é esta casa virtual que é o nosso blogue, que também partilhamos convosco. Mas um dos nossos planos para 2016 é irmos de facto viver juntos e nessa altura não só esta rubrica estará de vento em popa, como todas as demais. Será muito mais fácil conseguir as melhores fotografias ilustrativas dos textos que vão ser mais facilmente o resultado dos pensamentos de ambos. Esperamos que tenham gostado das nossas partilhas… Já temos muito preparado e muito temos por vos contar e mostrar, mas ficará para outras alturas.
       E vocês, gostariam de acrescentar algo à lista? Partilhem tudo connosco! 🙂