Sim, leram bem. Fui despedido, mesmo estando de baixa. Não sei qual a razão do despedimento, mas possivelmente foi por ter estado demasiado tempo de baixa. Já lá vão 5 meses disto. Podia-se dizer que lhes fazia diferença ao pagar um funcionário que não tinham para trabalhar, mas a verdade é que também nunca me pagaram. A segurança social trata disso. Em Dezembro a minha maior prenda de Natal foi receber uma carta a anunciar que em Fevereiro terminava o contrato que vinculava com a empresa em que supostamente trabalho.

       Quando estou prestes a desistir de toda esta troca de medicação, com momentos mais altos e mais baixos, finalmente a medicação começa a responder de forma positiva. Finalmente! Há esperança… E eis que recebo a carta, sem qualquer aviso prévio. Uma carta que termina com toda a esperança, que abale. Porque é normal que esteja descrente de soluções quando estou há 5 meses a tentar melhorar uma condição de saúde que parece estar a querer vencer-me.

       Como é normal para todas as pessoas que são despedidas, pensei “porquê eu?”, questionei-me. Questionei o meu trabalho. Questionei as vezes que fui trabalhar, mesmo estando doente. Perguntei-me para que é que prejudiquei a minha saúde com horários rotativos e horas a mais de trabalho para banco de horas até de madrugada, para depois me acontecer isto quando mais precisava deles. Mas sabem que mais?! Eu não preciso de nada disto. Preciso de sítios onde me valorizem, onde valorizem o meu trabalho, onde não prejudique a minha saúde, onde me saibam tratar com condições e de um trabalho onde não despeçam pessoas que estão de baixa. Isto da vida laboral, é só mesmo o sítio que me paga as contas. Não pode ser algo que me prejudica. Tenho que pensar que se isto aconteceu, foi porque tenho que aprender com estas circunstâncias em que agora vivo. É tudo pela aprendizagem e porque, no final, vou ficar bem melhor!
       A verdade é que a vida é como o mar, que às vezes é revolto, mas continua belo. Traz-nos aprendizagens, boas memórias e está sempre em constantes mutações. Às vezes gelado, outras vezes até parece aquecido. Mas é sempre bom ver o mar e aprender com ele. Se soubermos ver, tem muito de positivo!

 

        Pensamos nas alturas em que deixamos de usufruir de férias, porque a empresa precisava de nós naquela semana. Pensamos em diversas situações e percebemos que tudo isto nos tem que servir de lição. É uma aprendizagem. É que a vida pode ser comparada ao mar, ao rio que desemboca no mar, ou a uma selva. É tudo uma questão de vermos o copo meio cheio, ou meio vazio. Não volto a encarar colegas de trabalho, superiores ou igualitários, como amigos. É que também os há, mas são difíceis de ver os que são a sério e não só se precisarem… Aprendam isso à minha custa e vejam melhor o que se passa à vossa frente. Enfim, mas nem tudo são coisas más…

 

        Estou a conseguir moldar a medicação de forma a que a mesma me permita sentir a controlar a epilepsia. Já lá vão 5 meses disto e já passei por muitas situações de desespero, de descrer que é possível o controlo. Entre essas vezes há alturas em que tenho esperanças. Estou a escalar meios para atingir os meus fins de controlar esta maldita doença. Não tem sido fácil. Por isso mesmo parámos com o canal de youtube. Não é fácil ter disposição para gravar. Estou no bom caminho. Em breve parece que vou ter mais tempo e tudo, por isso já não deve faltar muito para voltarmos ao activo. Estou a conseguir, a pouco e pouco.

 

       Não sei se algum dia me vou sentir em pleno, mas sei que estou no bom caminho. Vou ter tempo para acabar o meu curso de treinador de guarda-redes e, quem sabe, não possa ver nisso um futuro… Quem sabe vocês não gostem tanto dos nossos vlogs que me permita viver disso… A esperança é a última a morrer. Com a minha família sempre a apoiar-nos, juntos, eu e a Telma, e tendo-vos a vocês desse lado, sabemos que vamos conseguir superar desafio a desafio. Isso nós sabemos bem! Com mais aprendizagem ou menos, havemos de ser felizes! Tudo há-de correr bem…

 

 

Já sabem, se souberem de alguém que me possa querer contratar, dêem o meu contacto. 🙂