Ultimamente quando escrevo só eu (Pedro) para o blogue é devido à chata doença que tenho, que, como já devem saber, é a epilepsia. Procuro desmistificá-la como sendo uma comum doença, porque não é nem mais, nem menos do que isso. Só que, nos últimos tempos, com a mudança de medicação, tenho passado por um processo mais complicado. Como seria de esperar num procedimento destes, que leva o seu tempo, tem os seus inconvenientes, começo a ter vezes em que recaio e penso que estou farto disto. Nesta última crise, no final da semana passada, desloquei um ombro. Nunca tive tanta dor em toda a minha vida!! Mas… E não estamos todos fartos das doenças que possamos ter? Que aqueles que gostamos tenham?! Tenho que mudar estes pensamentos menos bons que tendem a surgir quando percebo que esta primeira mudança de químicos não está a correr de forma simples como queria. É normal, eu sei. Ainda assim, não deixa de ser desanimador. Por isso mesmo, conto com a vossa ajuda!
       Tenho recebido um carinho e atenção que me lisonjeiam, que me deixa mesmo muito feliz. Têm sido incansáveis em apoio, a mim, e à Telma. Incentivam-nos a continuar este sonho, a cada dia que passa, de alimentarmos este blogue, de criarmos um canal de youtube e atentam a todas as nossas maluqueiras que partilhamos também nas redes sociais. Temos muito que agradecer a quem está desse lado a seguir-nos por isso. A par disto, temos muito a agradecer pelo apoio que nos dão quando sabem que atravessamos momentos menos bons. Em privado ou em comentários públicos, vocês são brutais! Obrigado por tudo!
Como sabemos que são generosos e que nos apoiam, queríamos pedir-vos um favor: Poderiam partilhar esta publicação e ajudar-nos a procurar doentes epilépticos? Isto porquê?! Porque ao longo das nossas partilhas sobre este tema temos ajudado várias pessoas que descobrem que têm epilepsia ou que têm algum parente com esta doença. No entanto, ainda não descobrimos alguém que, como eu (Pedro) viva com ela, que tenha truques e dicas para a combater. Ou simplesmente alguém para desabafar que compreenda os meus sintomas, por também os sentir. Não desfazendo de vocês, que nos seguem aos dois, que me apoiam; nem da minha família que também me apoia incondicionalmente; nem dos meus patudos que me animam sempre, mesmo quando nem eu quero; nem da minha namorida que combate diariamente tudo isto comigo. Queria alguém soubesse o que sinto sem perguntar, e que nos pudéssemos apoiar mutuamente. Alguém, quer dizer, quantos mais, melhor! ‘Bora formar uma tribo de doentes epilépticos para dar cabo disto o mais que pudermos? ahah